23/4/09
email indignado…perguntas
Escrevi  este e mail apos ler uma materia no jornal…
Escrevi  este e mail apos ler uma materia no jornal…
Há poucos dias o pais ficou chocado com o assassinato da enfermeira Leslie Lima da Vitória , gravida de seis meses. Leslie foi assassinada a sangue frio  por dois rapazes que queriam levar o carro onde ela e o marido se encontravam , a demora em tirar o cinto de segurança teria ¨justificado¨os tiros na cabeça.
 O bebê Juliana está viva…para os que ficam resta  uma sensação de impotencia diante de tanta violencia gratuita e uma tristeza esmagadora.
Até quando o amor vai perder? Quantas mulheres terão que morrer ? Eu nõa suporto tanta violencia e tanto medo.Espero que as pessoas acordeme mesmo que não saibam ¨o que fazer¨tentem!!
Esta semana duas notÃcias me tocaram fundo: a boa, no Brasil, li o depoimento tocante de futuros obtetrizes( parteiros), o que me dá esperanças sobre a participação dos homens não apenas no nascimento de seus filhos, mas como profissionais a assistencia ao parto humanizado.Â
Noticia triste: no Afeganistão -a lei que  obriga mulheres a ter relações sexuais com os maridos a cada quatro dias…é um fato lamentável para mulheres e homens daquele paÃs o estado interferir na vida privada. Em situações como esta mulheres e homens sofrem, suas decisões e seus corpos não existem…não há dúvidas que a corda arrebenta primeiro do lado feminino !
SEGUNDO O RELATÓRIO RECENTE DA UNIFEM  pouquissimas mulheres têm a chance de tornar-se lideres em empresas e instituições. O resultado da pesquisa não é nada animador pois sabe-se que as mulheres investem muito em educação e formação e ganham em média 40 por cento a menos que seus colegas homens. Lideres mulheres em empresas estimulariam a adoção de polÃticas favoráveis as mulheres trabalhadoras ( como: extensão do perÃodo da licença maternidade, criação de creches e flexibilidade de horários)e estimulariam a igualdade salarial.Sabe-se que metade das famÃlias brasileiras são chefiadas por mulherese que a ausencia de lideres nas empresas reflete um descompasso do mundo corporativo em relação ao mundo real.
Â
Hoje é celebrado o Dia Internacional da Mulher, data criada na lembrança de um incendio onde operárias de uma confecção pereceram…Apesar de muitos iludidos celebrarem a ¨emancipação feminina¨ as mulheres ainda lutam por questões que são direitos como : saude , educação e emprego. Mulheres qualificadas ainda ganham qurenta por cento a menos que seus colegas homens, e as poucas que galgam o¨ topo¨, não conseguem modificar estruturas de trabalho criadas por e para homens.
O mais triste é observar que a cultura apenas considera existencia da mulher em função de um outro.Este outro seja o marido, amante, filho, pai, neto…Muitas mulheres contribuem reforçar este equivoco. Casamento, maternidade, relacionamentos são escolhas, não garantem felicidade, maturidade e muito menos respeitabilidade.
As mulheres existem pelo simples fato de estarem aqui, tem valor pelo que são, por seus sonhos e projetos de vida, não importam quais sejam!
E preciso mudar as cabeças para que a realidade das mulheres ¨exista¨ a cada segundo!
As mídias mostram mulheres fictícias. As mulheres que estão¨ fazendo e acontecendo no mundo ¨nunca aparecem, elas seguem suas trajetórias sem holofotes e sem máscaras. Acredito que as mulheres podem e devem mudar a maneira como os meios de comunicaçãos as retratam. As midias devem ser usadas como instrumento para a melhoria das condições de vida das mulheres( imagem: Adriana Varejão)