25/7/08

Envelhecer não é problema, mas como se enfrenta a passagem do tempo…

As cinqüentonas européias não têm problemas em dizer a idade, e não incluem palavras como botox e silicone em suas conversas. Será que as brasileira são tão ¨avançadas ¨quanto pensam? Já a brasileira ¨emancipada¨ ainda vive em função de agradar aos homens e de atender às necessidades da família. As européias não se preocupam aos 50 anos em ser sexy, ou parecer mais jovens.Os desejos são outros:destacar-se na capacidade intelectual e profissional.No Brasil a mulher depende do olhar do ¨outro¨(principalmente a figura masculina)para dizer quem ela é.A sedução pode passar pela inteligência, pela personalidade e charme e não pela cara esticada e pelo silicone…Mas será que a mídia contribui para modificar a visão do envelhecimento ?
24/7/08
O corpão - o¨ vilão¨ das mulheres e ¨mocinho ¨na mídia
Para a antropóloga Miriam Goldenberg, o culto ao corpo tornou-se uma obsessão desde o final do século XX.Qual é a importância da imagem do corpo na vida das mulheres? Para muitos pesquisadores a imagem ¨ïdeal¨ do corpo é prejudicial , inibe o desejo das mulheres e prolifera neuroses.Numa sociedade altamente erotizada pela moda e pela mídia a frustração é inevitável para quem não tem as medidas ¨perfeitas¨..Essa busca é um retrocesso, um modelo inalcancável..Ironia:enquanto as mulheres lutam por ¨espaço¨ no mundo elas tentam reduzir seus corpos a imagens esquálidas e apagadas…
www.miriamgoldenberg.com.br
19/7/08
De MALU MULHER a MULHER ,o que mudou?
A minissérie MaluMulher foi um marco na televisão brasileira por discutir temas complexos sobre emancipação feminina na teve aberta.O seriado foi inspirado no filme Uma mulher descasada, de Paul Mazursky.
A série teve problemas com a censura por apresentar temas como: aborto, pílula anticoncepcional , virgindade e orgasmo .
A canção Começar de novo ( Ivan Lins e Vitor Martins) interpretada por Simone foi especialmente criada para o seriado e foi grande sucesso na época. Malu mulher foi exportado para mais de 55 países.
A minissérie Mulher, de Maria Adelaide Amaral, veiculada na televisão entre 1998/99 apresentou o cotidiano de uma jovem médica ginecologista e suas inquietações éticas no trabalho e dificuldades de relacionamento. Observa-se que as duas minisséries de forma bastante distinta apresentaram alguns conflitos das mulheres da época.Qual será a a próxima?

http://www.youtube.com/watch?v=g32yB1FxfvU (malu mulher)
http://www.youtube.com/watch?v=L28p8LPdBUw&feature=related( mulher-trecho)
O que elas tem que as demais mulheres não tem??

A resposta é muito simples: poder de compra…
Sex and the City , foi uma série popular americana, baseada no homonimo de Candace Bushnell. Foi transmitida pela HBO de 1998 até 2004. Passada na cidade de Nova Iorque, a série mostra os relacionamentos íntimos de quatro amigas entre os trinta e quarenta anos. A comédia ofereceu uma ¨nova visão da mulher solteira e indipendente¨ O que a maioria das pessoas que assistiram aos episódios não discute é o imenso merchandizing de marcas e grifes que o patrocinaram…O poder de compra atrás do ¨glamour¨das imagens…Até quando a imagem da mulher ¨bem sucedida¨será veiculada associada ao consumo?
16/7/08
Selecionei trechos de entrevistas de ¨noveleiras¨: Gloria Perez e Ana Maria Moretzsohn
Glória Maria Ferrante Perez nasceu no Acre.No Rio de Janeiro estudou História (UFRJ). Nos anos 70, participou do movimento de poesia marginal .Inspirada no seriado Malu Mulher, da Rede Globo, Glória escreveu um roteiro. "Mas não consegui entregá-lo a ninguém da produção".Começou na novela ¨Eu prometo¨em 1983 como assistente de Janete Clair, "Aprendi muito com ela. Nunca me esquecerei do incentivo que recebi". Em 1984, dividiu a autoria de Partido Alto com Aguinaldo Silva, incluindo na trama a primeira "campanha social" a denúncia pela falta de transporte público no bairro de Encantado(RJ).Escreveu Carmen,(1986),tratando do tema da Aids e suas formas de transmissão. Em 1990 escreveu a minissérie Desejo.Em 1992 De Corpo e Alma sobre transplantes de coração .. Durante a novela, recebeu cartas de agradecimento de vários hospitais do país pelo aumento do número de doadores.Voltou a teledramaturgia em 1995,com Explode Coração, que retratou o drama das crianças desaparecidas. "Durante a exibição, foram encontradas 81 crianças"Sobre as polêmicas: Na época, visitei um laboratório em São Paulo onde se fazia amplamente barrigas de aluguel e comercialização de óvulos. Hoje esses temas são comuns.
Na época, pareceram delirantes demais. Aliás, essa é uma característica dos meus trabalhos. Tenho uma antena muito apurada para captar o que está latente, mas ainda não é visível para todo mundo. .
Foi assim, pasme, em De Corpo e Alma, quando houve quem tachasse de invencionice o transplante de coração, foi assim em O Clone, quando a cultura muçulmana foi atribuída por muita gente à minha imaginação!
É natural em mim, da mesma forma que para um pintor é natural que seu olhar destaque às cores e a forma, e que o olhar de um bailarino privilegie o movimento
ANA MARIA MORETZSOHN
Ana Maria Moretzsohn formou -se em Jornalismo e atuou como repórter e redatora da Rádio Jornal do Brasil (nos anos 70)e nas editoras Manchete e Abril. Li muito cedo: Eça, Balzac, Dostoiewski… Sempre escrevi. No colégio escrevia histórias. Praticamente folhetins. Enviei material para a casa de Craição Janete Clair e fui selecionada. Fiz amizades e entrei em contato com quase todos os autores. Tínhamos aulas, exercícios, tutoria.. Um espírito de equipe formidável! Quando terminou o curso alguns ficaram para estágio e escreveram teletemas, desses uns foram contratados. Com Agnaldo Silva aprendi a ser criativa e careta (entregar tudo em dia, ficar atento a tudo, tratar novela com uma dedicação infinita).
Comecei como autora principal na Band onde havia extrema necessidade de trabalhar lado a lado com a produção – ou não haveria novela. Acabava de escrever e ia para a ilha de edição supervisionar – era um acerto com a Band. Formei excelentes colaboradoras que estão na Globo, brilhando.
Sou estivadora. Tenho um trabalho a fazer e faço. Coleto idéias e assuntos por aí e arquivo, quanto me pedem uma novela releio vejo o que há de aproveitável e vou em frente.
Atualmente há uma queda de exigência do público.há mais gente de classe D e E do que antigamente. Temos que chegar a esse público mais ingênuo, menos sofisticado… Mas sou contra menosprezar a inteligência deles e entregar produtos de nível baixo.
Para TV os assuntos são mais abrangentes uma boa pesquisadora resolve a não-vivência. Não gosto do ultra-realismo. Não sou autora que se esconde de atores. A relação boa é: eu te dou um bom personagem e você o interpreta bem. Sobre sinopse: Tendo o tema, seleciono o mais importante para “vender” a história. Procuro dar à sinopse o “tom” que quero na novela.
fonte : planetatv
12/7/08


As marcas utilizam imagens de impacto para promover-se , mesmo incorrendo em questões éticas.O código de ética dos profissionais de propaganda ressalta: ¨Toda atividade publicitária deve caracterizar-se pelo respeito à dignidade da pessoa humana…( artigo 19)..¨ Os anúncios não devem conter nada que possa conduzir á violência ¨(artigo 20) .Até onde a imagem pode predominar? Quais as responsabilidades de quem as produz?
10/7/08
LIGAÇÕES PERIGOSAS
É mais comum do que parece:a triste associação VENDA de produtos a estereótipos femininos…As mulheres deveriam boicotar este tipo de¨ comercio¨ e exigir mais inteligencia nas imagens de publicidade.(será que a anti-propaganda também vende?) O que voce acha?
