as muitas e as mídias

Blog da Luc Maffra. Esta blog foi iniciado na disciplina Mídia e Poder do curso de pós graduação em Comunicação Social da Faculdade Casper Líbero, sob orientação do Prof. Dr.Dimas Kunsch.

30/7/08

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criado por lucmaffra    08:09:56 — Arquivado em: A BLOGUEIRA - ESTORIAS, ELAS TEM O QUE DIZER, comentários MIDIA e PODER

28/7/08

BIBLIOGRAFIA DO BLOG

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARMSTRONG,K.Breve história do mito. São Paulo:Companhia das Letras,2003.

BAUDRILLARD,Jean.A sociedade de consumo,Lisboa: Edições 70,2005.

BAUMAN,Zygmunt. O mal estar da pós modernidade,Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.

GROSENICK,Uta(Hrsg.)Women artists: künstlerinnen im 20.und 21.Jahrhundert,Köln: Taschen, 2003.

HUXLEY,Aldous. Admirável mundo novo. 15 ed.,Rio de Janeiro:Globo,1987

KAMPER,Dietmar. O trabalho como vida, São Paulo:Anablumme, s/d.

KLEIN,Naomi.Sem Logo: a tirania das marcas em um planeta vendido,Rio de Janeiro: Record,2002.

MINDLIN,Betty;JUNQUEIRA,Carmen. Indias e antropólogas.Estud.av. Vol17no.49,São Paulo Sept/Dec.2003

ODENT,Michel. O camponês e a parteira: uma alternativa à industrialização da agricultura e do parto:São Paulo,Ground, 2003

PEARSON,Carol. S.O herói interior: seis arquétipos que orientam nossa vida,São Paulo: Cultrix, 1989.

PESCUMA ,Derna:CASTILHO,Antonio. Referências Bibliográficas. São Paulo:Olho dagua ,2003

RESTREPO,Luis C.O direito à ternura.Petrópolis:Vozes,1998

VOGLER,Christopher.A jornada do escritor:estruturas míticas para escritores.Rio de Janeiro:Nova Fronteira, 2006.

ZIZEK,Slavoj(org).Um mapa da Ideologia.Rio de Janeiro: Contraponto,1998.

AVALIAÇÃO 3 - O aprendizado

AVALIAÇÃO 3 - TRABALHO FINAL - A busca da ternura

Felicidade (Lupicínio Rodrigues)

¨Felicidade foi embora
E a saudade do meu peito inda mora
E é por isso que eu gosto lá de fora
Porque eu sei que a falsidade não vigora

A minha casa fica lá detrás do mundo
Onde eu vou em um segundo
Quando começo a cantar
O pensamento parece uma coisa à toa
Mas como é que a gente voa
Quando começa a pensar ..¨


¨Somos violentos quando desconhecemos a diversidade que reina na natureza, suprimindo a variedade de espécies que convivem nos ecossistemas. En fim somos violentos quando a arrogância geometrizante e homogeneizadora desconhece que o maior patrimônio com que conta a vida e a cultura é precisamente seu impressionante e farto leque de diferenças¨(Restrepo)

Aprender exige flexibilidade , não uma atitude ingênua sem críticas que aceita tudo, mas uma verdadeira disposição em acolher outros pontos de vista e experiências. Aprender exige empenho e contato. Ninguém aprende apenas pela ¨ cabeça¨. É pelo corpo e nas interações deste com o meio que aprendemos. A cognição e todas as informações que precisamos para viver chegam-nos primeiramente pelos sentidos.Afinal o que é sentir?Seria apenas  emocionar-se, mostrar-se comovido com o ¨outro ¨na visão de um ¨outro¨? Sentir é estar presente, é fruir o momento e tudo o que oferece. São olhares, escuta, olfato ,tato ,coração…impressões. Mas como é possível construir algum conhecimento do mundo se não conhecemos nossa singularidade? O reconhecimento do singular  é o principio da tolerância que impede a perpetuação da violencia.Quando aceito minhas diferenças posso compreender e incluir .A violência sutil está em toda parte tentando homogeneizar os indivíduos , suas sensibilidades e quereres.Muitas  vezes na tentativa de realizar o bem cometemos o mal…O ¨conhece te a ti mesmo não seria a tarefa mais importante da vida?¨

criado por lucmaffra    20:55:11 — Arquivado em: avaliação-trabalho final

AVALIAÇÃO2 - Consumismo

AVALIAÇÃO2 - TRABALHO FINAL - Consumismo

Consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços sem discernimento .A diferença tênue entre o consumo e o consumismo é que no primeiro as pessoas adquirem o necessário e no segundo há a aquisição de produtos supérfluos. Baudrillard comenta¨A sociedade de consumo precisa dos seus objetos para existir e sente sobretudo necessidade de os destruir. O uso dos objectos conduz apenas ao seu desgaste lento. O valor criado reveste se de maior intensidade no desperdício violento. Por tal motivo a destruição permanece como alternativa fundamental da produção: o consumo não passa de termo intermediário entre as duas. No consumo existe a tendencia profunda para se ultrapassar para se transfigurar na destruição¨.

Na sociedade pós industrial consumir tornou-se uma atividade humana sem aparente finalidade. Os homens estão empenhados em procurar novas formas de manter o ¨bem estar¨ através da aquisição de bens e imagens.O indivíduo define-se pelo que consome. Em outras épocas os objetos sobreviviam ao homem , hoje o homem sobrevive aos objetos: os cria e destrói numa incrível velocidade.Na era do consumismo e do mercado sobram muitas frustrações, sonhos efêmeros e  não há lugar para aspirações coletivas que visem ao bem comum .Há uma confusão de valores que associam cidadãos a consumidores.O pertencimento não ocorre através do consumismo.Para muitos o ato de consumir torna-se compulsivo e doentio,uma vã tentativa de mascarar o vazio. O trabalho cuja finalidade seria o aperfeiçoamento das capacidades humanas é visto como mercadoria e desenvolvido sob a ilusão da produtividade.  O que restará desta  ¨nova cultura¨ urbana, cosmopolita , calcada na rapidez e na sedução ?

criado por lucmaffra    20:53:53 — Arquivado em: avaliação-trabalho final

Avaliação 1 - Marcas: ¨apenas de passagem¨

AVALIAÇÃO 1 - TRABALHO FINAL  - Marcas :¨ Apenas de passagem¨

 

¨De passagem¨

Os logos vendem qualidade, glamour, leveza e fidelizam seus clientes mas atrás da imagem das  marcas reina o mundo do descompromisso.Ao invés da fantasia existe  a tristeza da exploração da mão de obra. O pano de fundo da expansão da marca inclui a não-responsabilidade social. As megacorporações investem seus lucros em publicidade e ¨ignoram¨ as condições de trabalho de milhões de ¨terceirizados¨ que fabricam seus produtos .Essas pessoas, em sua maioria mulheres jovens provenientes da zona rural de países pobres, amontoam-se em galpões em áreas  estrategicamente escolhidas e vigiadas.Nestes locais de produção e morte o logo não existe…É  curioso notar que  as marcas estão presentes em quase todas as atividades humanas  mas  as fábricas¨ terra de ninguém¨ onde ocorre o ¨trabalho sujo¨ saltitam de um lado para outro em busca de salários mais baixos.As marcas transformam-se e modernizam-se , mas a forma de exploração humana continua a mesma.Até quando ?

Para Naomi Klein ¨Ao tentar isolar nossa cultura compartilhada em casulos de marca higienizados e controlados, essas corporações tem criado o surto de oposição. Por sedentamente absorver as críticas sociais e os movimentos políticos como fontes de significado de marca, elas radicalizaram ainda mais esta oposição. Por abandonar seu papel tradicional como empregadoras diretas e seguras para buscar seus sonhos de branding, elas perderam a lealdade que antes as protegia do rancor do cidadão. E por pulverizar a mensagem de auto-suficiência em uma geração de trabalhadores, elas inadvertidamente deram a seus críticos o poder de expressar esse rancor sem medo. Mas o fato de que as marcas nos conduzem nesse labirinto não significa que devemos olhar para elas e busca de sua liderança. E embora não seja fácil e ele não surja rapidamente, encontraremos nosso caminho como cidadãos, por nossos próprios meios…¨

A vida sem logo é possível !

criado por lucmaffra    20:52:34 — Arquivado em: avaliação-trabalho final

Esse obscuro objeto de desejo e consumo: O CORPO

O corpo na mídia

Ele aparece retocado, recortado, remontado . Sua imagem vende ¨milagres¨e milhões…Multidões o cultuam. Será um Deus perverso? cruel? Não …Apenas o corpo! Na vida real o corpo é receptáculo, é veículo de expressão da vida  e suas manifestações…Mas o ¨corpo¨ que se vê na mídia aparece como  uma máquina veloz , produtiva, atemporal…O ¨corpo¨ fabricado  perdeu  a identidade em imagens ideais…As imagens do corpo perfeito mutilam o corpo real daqueles que são devorados por elas.!( imagem: Alice Ramos)

 

criado por lucmaffra    19:01:15 — Arquivado em: comentários MIDIA e PODER

26/7/08

Outra(s) maneira(s) de cantar

No final do seculo dezenove os grandes teatros de ópera e a demanda da burguesia em ascensão exigia ¨espetáculos¨ onde a qualidade da voz dos cantores e  a clareza do texto pouco importavam.A cantora sueca  Valborg Werbeck desenvolveu a ¨ Escola do Desvendar da Voz¨ que resgatava  as sonoridades humanas. O trabalho de Werbeck  traz  questionamentos por seu aprofundamento terapeutico e ético…Nos dias de hoje será possível realmente escutar ¨ músicas¨?Que qualidade de som e texto ouvimos? Será que alguém consegue ¨fruir o som ¨sem imagens, sem ¨show¨?

Para a jornalista Debora Mamber a  voz, única e intransferível, é uma impressão digital que desnuda traços de personalidade. O tom, a colocação e o volume podem ser mais reveladores que o conteúdo de um discurso.Observar o modo de falar das pessoas desenvolve a capacidade de ouvir - princípio básico para quem deseja entrar no universo do canto. O passo seguinte é  voltar o ouvido para a própria voz. Qual a cara da sua voz quando você está triste, nervoso ou surpreso? São precisamente as impurezas da voz de cada um que a tornam única…¨

www.vidasimples.com.br 

criado por lucmaffra    09:40:01 — Arquivado em: ELAS TEM O QUE DIZER, comentários MIDIA e PODER

desenhistas-A ¨bruxinha fala¨

“Uma das vocações da literatura infantil é falar da experiência humana”. 
Eva Funari começou a desenhar na universidade.Tornou-se professora de desenho, pintura, escultura e gravura no atelier de Artes Plásticas do Museu Lasar Segall e atuou  como ilustradora em diversos jornais e revistas. Atraída pela literatura infantil fez  ‘ilustração narrativa’ destinada a crianças bem pequenas. Em 1980, desenhando para o jornal Folha de São Paulo, criou a ‘Bruxinha’, personagem mais popular de suas criações que depois tornou-se livro.  “Eu fico recolhida de olhos fechados para abrir a portinha para o universo dos sonhos e as idéias vêm e as personagens ganham vida”. São tres milhões de livros na América Latina e Europa e prêmios, como o Jabuti, APCA e Fundação Nacional do Livro, muitos de seus livros foram adaptados para o teatro. “Eu gosto muito de escrever para as crianças porque elas são exigentes e sinceras”.

  fonte:www.moderna.com.br

criado por lucmaffra    09:03:41 — Arquivado em: ELAS TEM O QUE DIZER, comentários MIDIA e PODER

o olhar da jornalista- Cremilda Medina

Cremilda Celeste de Araújo Medina optou pelo jornalismo de reportagem. Nos anos  setenta  trabalhou na  TV Cultura,na TV Bandeirantes e no  Jornal da Tarde.É docente da Escola de Comunicações e Artes da USP e escreveu diversos livros. Ela fala sobre  sobre Resposnsabilidade Social no jornalismo  para o Jornal do Campus(2002)

¨ Eu vivi um período muito largo de tempo em que o exercício de um trabalho responsável socialmente, com relação à informação de atualidade, tinha barreiras quase intransponíveis na repressão e na censura. Hoje o grande problema da resistência cultural é você se manter à tona, sem mergulhar numa autocensura, num freio de conveniência. Mas temos que nos reexaminar, o problema às vezes está em nós mesmos, porque não desencadeamos um processo de sofisticação, de diferenciação autoral , a grande reportagem é um instrumento sofisticado de conhecimento do mundo atual, e isso era altamente subversivo. Hoje está faltando melhorar o aprofundamento do jornalismo, que anda muito mal, muito atrofiado…

 Nós temos que escutar todas as vozes, a sociedade organizada, não organizada, as instituições… É um trabalho de campo. Nossa metodologia está concentrada na reportagem. Ao reportar de uma forma interativa aquilo que está tudo separado por aí, você prepara respostas possíveis e novas interrogações. Uma narrativa que seja mais digna das demandas contemporâneas, que são sociais, não são só de mercado. .
 
O cotidiano é a coisa tão óbvia que as pessoas passam ao largo, não é descobrir uma coisa para criticar, denunciar um lado negativo. É o heroísmo da humanidade e dos atores sociais, que está tão desconhecido pela grande mídia que a gente, quando encontra numa determinada reportagem, fica espantado.¨ 

www.jornaldocampus.br

criado por lucmaffra    08:50:29 — Arquivado em: ELAS TEM O QUE DIZER, comentários MIDIA e PODER

documentaristas- mulheres atras das câmeras

O trabalho  das documentaristas nem sempre é reconhecido.O documentário exige a técnica da televisão e e sensibilidade do cinema.A seguir trechos de entrevista da documentarista e cineasta Sandra Werneck, autora dos  documentários premiados como "Geléia Geral"; “Boca” (1994), as comédias “Pequeno Dicionário Amoroso” (1997); “Amores Possíveis” (2001); e o documentário impactante ¨ As Meninas¨(2005)(sobre a gravidez de quatro adolescentes cariocas).

Sandra:¨ Nosso trabalho é pouco divulgado quando se fala de cineastas. Até há pouco tempo, eu estou dizendo, porque agora não, agora tá tudo bem. Mas, no Brasil é o lugar onde existem maiores diretoras mulheres, existem muitas. Eu acho bom, a gente conhecê-las e saber mais da produção delas. Uma vez o Cacá Diegues, uma brincadeira que faço com ele, disse “Nossa mãe, essas mulheres agora só fazem cinema! Pô , como tem mulher fazendo cinema!” E eu, “Você quer o quê? Mulher aprende a arrumar a dispensa, fazer supermercado, trocar fralda, entreter o filhinho. Diz aí, não ia ser capaz de fazer cinema, cara?” Porque tem mil sensibilidades envolvidas no cinema. E a gente aprendeu muito, né?¨

 
 

 www.youtube.com/watch?v=MLVThmjO6ZU (trailer)

www.mulheresdocinemabrasileiro.com.br

 

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