as muitas e as mídias

Blog da Luc Maffra. Esta blog foi iniciado na disciplina Mídia e Poder do curso de pós graduação em Comunicação Social da Faculdade Casper Líbero, sob orientação do Prof. Dr.Dimas Kunsch.

7/6/08

a BLOGUEIRA- impermanência

A blogueira  ou a vida não é o que pensamos     por  Lucmaffra

Manuela  procurou empregos.Nas entrevistas era lembrada como a  falsa sequestradora.Nenhum ex colega quis  empregá-la .A maioria era free lancer .Manu ficou deprimida e  tomou uma decisão: iria contar tudo! Mas como fazer?   A Internet era o caminho.No sobrado as perdas deixaram o ambiente tenso:Sibila chorava por Gilson;Teca aguardava o divórcio; Manu estava desempregada e triste; Prana não conseguia concentra-se com o barulho .Naquele momento a calma era um luxo..(imagem: Emily Duffy)

 

criado por lucmaffra    18:51:40 — Arquivado em: A BLOGUEIRA - ESTORIAS

6/6/08

MULHER INVISIVEL-leia se tiver coragem

Use a mídia (qualquer delas )a seu favor!     por Lucmaffra

AONDE ESTA VOCE MULHER ? A natureza  indomável de muitas mulheres as impele a  ir ao encontro do outro, das dores deste mundo tão vasto e impreciso. Algumas mulheres mostram a sua coragem em : atravessar o deserto para crianças da violencia física ;enfrentar bombardeios e tirar deficientes mentais de um orfanato ;enfrentar ameaças depois de uma chacina ; arricar-se  com sua câmera em lugares inóspitos; falar da morte e da Aids sem medo ;falar de violência sexual e do anafalbetismo ; enfrentar posseiros e grileiros em nome dos pobres ; falar poeticamente do corpo; falar dos partos lindos e empoderados;cuidar da biodiversidade; cuidar dos desenhos de  cavernas abandonadas; defender a ciência;candidatar-se a cargos públicos sem apoio nem dinheiro. Mulher,  da sua maneira voce estuda,trabalha,educa filhos, lidera, cria… Voce defende seus sonhos ,seu trabalho, sua arte e seu pensar dia a dia. Mas …você  não reclama e não boicota os estereótipos que deturpam sua imagem …Quando  voce vai sair do anonimato? (imagem: Marta Burnay)

criado por lucmaffra    11:57:03 — Arquivado em: ELAS TEM O QUE DIZER, comentários MIDIA e PODER

O fio de Ariadne- o trabalho das musicólogas

Garimpando sonoridades e Recriando a memória  musical   por  Lucmaffra

Imagine-se saindo de casa com um gravador na mão e um endereço desconhecido.Entrando numa casa , conversando as pessoas, frequentando suas festas familiares e religiosas, ouvindo estórias de seus antepassados. Pode parecer estranho nos dias de hoje, mas este é o trabalho de campo das musicólogas…As músicas dos povos assim como sua oralidade  são¨ segredos de mulheres¨  e a tarefa de resgatar tradições, história e culturas também tem sido trabalho delas. Nos dias de hoje quem se interessa por cantigas de ninar? pelos ciclos de vida? O que seria do nosso imaginário sem o passado? Os  meios de comunicação raramente vinculam este fazer  tão valioso e que serve fonte para criações contemporâneas .Selecionei alguns exemplos: o Cancioneiro da Imigração , pela brasileira Ana Maria Kiefer; as canções  de Tras os Montes pela portuguesa Né Ladeiras e o cancioneiro sefaradi pela israelense Susana Weich-Shahak…

 ouça : www.radio.usp.br/especial.php?id=2  (Ana Maria Kiefer)

           www.youtube.com/watch?v=N2BLoG2zQHU (Né Ladeiras)

 leia: www.weblitoral.com/entrevistas/susana-weich-shahak

 

criado por lucmaffra    10:16:47 — Arquivado em: comentários MIDIA e PODER

5/6/08

A blogueira - reviravolta

A blogueira  ou a vida não é o que pensamos     por Lucmaffra

Flora  vivia num sítio e  elaborava um seminário de Ecologia Animal.A  comunidade a apoiava.De repente  um homem gordo de  olhos inchados aproximou-se: era Sérgio.Eu preciso conversar com voce ,Flora. Eu  não posso viver sem voce .Eu agora consigo ver tudo o que voce fez por mim! Flora surpreendeu-se: Sergio,Não sei até que ponto você finge…!.Hoje eu quero você no inferno! Eu só quero meu trabalho, minha criação é tudo o que me interessa ! Posso não ter dinheiro nem glamour , mas as pessoas daqui sabem que eu sou importante para elas..!  Sergio chorava e pediu desculpas Eu sei de tudo isso Flora.Eu vivi  uma ilusão .Me dê uma outra chance .Vamos tentar de novo !  Flora encarou Sergio Tentar ?por anos voce nunca me deu bola! não me via …Sinto muito, AGORA É A MINHA VEZ! 

criado por lucmaffra    22:25:31 — Arquivado em: A BLOGUEIRA - ESTORIAS

4/6/08

Programadoras de canais eróticos da TV

A seguinte reportagem da jornalista Ciça Valério ELAS SÓ PENSAM NAQUILO (O Estado de Sao Paulo 18/05/08) mostrou a nova safra de programadoras de canais eróticos da teve fechada.A seguir trechos da reportagem:

¨A  Playboy do Brasil(Sexy Hot, For Man, Playboy TV,Venus e Private)fez uma pesquisa  com os assinantes.Em média a cada minuto de programação 30 a 40 por cento dos espectadores são mulheres.  A maneira de lidar com esse tipo de produto é bem diferente entre homens e mulheres.¨Como temos mais gosto o material exibido fica menos pesadão¨ observa Marcela Leone , coordenadora da Globosat.¨ Queremos passar mais sensualidade e, como consequencia, tirar aos poucos a idéia da perversão, do mal gosto, do baixo nível, características que estão muito atreladas a este tipo de produto¨. Para Carolina Pacheco que escreve sinopses dos filmes¨Para vender bem o peixe , um segredo é indicar algumas das práticas sexuais mostradas nos filmes pois as pessoas querem ver cenas que exibam suas preferências.¨Outra particularidade nacional: os brasileiros preferem as brasileiras, mais curvilíneas e mais reais, ou seja, mulheres do cotidiano.Por outro lado, os filmes eróticos destinados às mulheres precisam ter história, de preferência com uma pitada de romantismo.O personagens devem ser lindos, diferentes dos barrigudos e carecas da vida real¨.  (imagem: Graça Martins)

  ESCUTE:  CHER: ****

www.youtube.com/watch?v=i1l4DtfUaAg

criado por lucmaffra    11:13:55 — Arquivado em: ELAS TEM O QUE DIZER, comentários MIDIA e PODER

3/6/08

Alguém respondeu???

O seguinte Manifesto pelo Direito de Resposta  foi enviado as redes de televisão brasileiras, ao Fórum pela Ética na TV  e Ministério Público Federal em março de 2007 solicitando A MUDANÇA NA APRESENTAÇÃO DOS ESTEREOTIPOS FEMININOS NA TV , texto de Raquel Moreno..( grifos da Lucmaffra) leia:

¨A  TV é uma concessão pública e, por isso, é legítimo considerar que as concessionárias têm, no mínimo, como contra partida, a responsabilidade de representar os mais altos anseios e interesses do público que pretende representar.
Importante lembrar que a comunicação hoje se inscreve entre os Direitos Humanos como um dos direitos básicos que a todos os cidadãos do mundo devem ser garantidos. A comunicação é uma via de duas mãos, assim sendo para que se efetive faz-se necessário, ouvir e ser ouvido/a; ver e poder mostrar, representar e se sentir representado/a.
Nós, mulheres feministas, sindicalistas, de movimentos sociais, intelectuais, trabalhadoras, de diversos extratos sociais, raças, etnias, idades, estado civil e inserção no mercado de trabalho, ou mesmo fora dele, representantes que somos da diversidade e da vida real que levam as mulheres do Brasil, consideramos que esta parcela da população (metade da humanidade e 52% da população brasileira) está sub ou muito mal representada nesse meio de comunicação que, por direito, também nos pertence.
Denunciamos que não nos reconhecemos em suas produções, quer na relativa invisibilidade nos momentos e segmentos mais sérios da programação televisiva (onde somos predominantemente invisíveis), quer na imagem, papéis, valores, dificuldades/facilidades, problemas e questionamentos, alegrias e prazeres que pretendem nos retratar, nos mais diversos programas - tele-jornais, na overdose de programas de cozinha, nos programas de auditório, programas “de sofá”, de entrevista, novelas, ou nas propagandas dos intervalos comerciais. E, o mais agravante, pior do que isso é, na maior parte do tempo, nos sentirmos vilependiadas, ridicularizadas, usadas para promover valores, padrões e produtos os mais variados, em detrimento de nossa realidade e aspirações.
A relativa invisibilidade das mulheres trabalhadoras, intelectuais, especialistas, profissionais liberais e outras, a falta de espaço para a discussão de nossas reivindicações e ideais, bem como de nossas conquistas e das mudanças que conseguimos introduzir no mundo, perpetua a reprodução dos estereótipos limitantes que influem na formação de uma subjetividade empobrecida e resultam no rebaixamento da auto-estima das mulheres e na busca de sua afirmação através da perseguição dos modelos, valores e produtos veiculados.
O padrão estético disseminado pela mídia em geral, e pela TV em especial, oferece um modelo de beleza feminina pasteurizado e de difícil acesso. Assim, se, por um lado, as mulheres dizem não se reconhecer na imagem dominante, por outro elas cobram de si mesmas - e são cobradas - continuamente para atingir esse “modelo ideal de beleza”.
As mortes recentes por anorexia, de jovens modelos ou aspirantes ao padrão veiculado pela mídia, ilustram bem como estes valores e padrões estéticos se transformam insidiosamente em exigência de mercado e padrão aspiracional - levando aos sacrifícios mais absurdos e ao rebaixamento da auto-estima das pessoas mais vulneráveis e das brasileiras em geral.
Convém que os senhores saibam que a nossa percepção também encontra respaldo em pesquisas internacionais, a saber:
O relatório de pesquisa da GMMP (Projeto Global de Monitoramento da Midia), coordenado por Margareth Gallagher, em sua última versão de 2005 e a WACC (World Association for Christian Communication), mostra claramente a aniquilação simbólica das mulheres, pela exclusão de suas vidas e pela trivialização de suas experiências.
O estudo mostrou que, mesmo constituindo 52% da população mundial, as mulheres aparecem em apenas 21% das notícias. Ou seja, para cada mulher que aparece no noticiário, cinco homens são retratados
. No rádio este percentual é ainda menor: 17%. Em dez anos, apesar de toda a revolução no mundo das telecomunicações, este total evoluiu muito pouco, aumentando somente em três pontos.
Quando é feita uma análise qualitativa da presença das mulheres como fonte de reportagens, o estudo mostra que a opinião feminina é retratada em somente 14% dos artigos sobre política e em 20% sobre economia, os dois temas que dominam a agenda dos países. A voz feminina também é preterida quando se trata de ouvir a opinião de especialistas: 83% deles são homens.
Apesar da emancipação feminina e do brutal crescimento da nossa participação no mercado de trabalho, bem como da nossa ascendência na área da educação formal, somos ainda identificadas, sobretudo pela mídia, como esposas, mães ou filhas. Mesmo quando algumas de nós destacam-se desempenhando algum papel profissional, como por exemplo, especialistas de alguma área, não escapam da relação com o contexto familiar. “Então, enquanto os homens são valorizados como indivíduos autônomos, o status da mulher deriva originalmente de sua relação com outras pessoas. É dessas relações, muito mais do que de sua individualidade, que a mulher obtém sua autoridade” afirma o relatório internacional.
O estudo mostrou também que há duas vezes mais reportagens que reforçam estereótipos de gênero do que matérias que os desafiam. Ao mesmo tempo, a própria desigualdade de gênero não é considerada digna de ser notícia: 96% das matérias do mundo inteiro não ressaltam este tema, sendo que as demais estão concentradas em áreas como direitos humanos, relações familiares ou ativismo feminista - assuntos que geralmente recebem pouco destaque dentro do conjunto de artigos de um veículo, em matérias predominantemente escritas por jornalistas mulheres.
É fato notório que nós mulheres mudamos a face do mundo - a nossa luta mudou o cenário político, econômico e social do país e do mundo. Nossas reivindicações alteraram o funcionamento dos organismos de poder, das empresas, da estruturação da sociedade, da organização das instituições de ensino, da própria família e dos papéis estabelecidos para o homem e para a mulher.
Mas falam em nosso nome, reforçam os estereótipos que combatemos, não refletem as mudanças e conquistas já efetivas na vida real, usam e abusam de nossa imagem, dosando-a de mais ou menos sedução, prometendo nos entregar como brinde pelo consumo de tal ou qual produto, procurando nos iludir e iludir aos homens, aos jovens e às crianças, em função de interesses que raramente são os nossos.
É preciso que a sociedade tenha acesso a uma visão diferente da que a mídia ora nos impõe.
Queremos poder efetivamente usufruir de nosso direito à comunicação e mostrar a vida e a realidade das mulheres como nós a percebemos e vivemos. Queremos poder mostrar as mulheres em seus mais diversos contextos, na lida do cotidiano, em seus sonhos, em suas lutas, em suas conquistas, em suas contradições e problemas.

Por isso, exigimos o nosso direito de resposta.
Queremos oferecer uma alternativa a esta imagem plasmada que as emissoras de TV veiculam como sendo a única e verdadeira. E, para tanto, nos dirigimos aos senhores apresentando as seguintes reivindicações, como inalienáveis direitos nossos:
1. Queremos que, no decorrer de uma semana plena, possamos decidir, produzir e ver veiculada a nossa visão de qual é a realidade cotidiana vivida pelas mulheres brasileiras, em geral, de suas lutas, conquistas e aspirações, e das demandas que elas ainda querem e precisam realizar.
2. Queremos que as emissoras de tv, que tanto ganham em audiência e faturamento com a nossa imagem, forneçam os recursos para que possamos, de forma autônoma e independente, e com a mesma qualidade a que habituaram o seu público, produzir e veicular a nossa percepção e vivências das mulheres brasileiras¨.

criado por lucmaffra    09:08:33 — Arquivado em: ELAS TEM O QUE DIZER, comentários MIDIA e PODER

2/6/08

Quadrinhos delas

Sempre gostei dos quadrinhos femininos por sua versatilidade e senso de humor apurado. Os quadrinhos dizem por imagens, com o mínimo de texto.Veja a opinião de algumas FERAS desta arte:

O que os quadrinhos têm que as outras artes não têm?
¨Principalmente, o contato direto do autor com o leitor. Tente imaginar dessa forma: No cinema, por exemplo, existe uma grande equipe de pessoas envolvidas no processos… diretores, atores, roteiristas, diretores de arte, de fotografia, de música… Cada um deles agrega um pouquinho de si na obra final, fazendo que o resultado acabe sendo, no mínimo, inexperado. Em quadrinhos, o autor tem a possibilidade de "falar" diretamente com o leitor. A cena que ele imaginou quando escreveu o roteiro vai ser interpretada por ele mesmo. Isso dá uma magia inigualável aos quadrinhos. Para falar bem a verdade, esse foi o grande motivo que me fez interessar tanto pelos quadrinhos orientais…(Alexandra Teixeira-lady shampoo)¨

¨Pra mim, quadrinhos é algo novo no quesito arte, porque muita coisa já foi tentada nas artes plásticas e na literatura, quadrinhos traz elementos que não funcionam nem em livro e nem em filme e nem em quadros. É absurdo que tantas pessoas que leiam livros bons e vejam filmes bons e digam que gostam de arte não apreciem pelo menos um ou outro autor de quadrinhos, acho que vai ser daquelas coisas que só é descoberta muito tempo depois e nossos bisnetos vão ver em documentários "Lá pelo século XX existia a Nona Arte…". (DW) (imagem: lady shampoo) 

criado por lucmaffra    09:57:19 — Arquivado em: ELAS TEM O QUE DIZER, comentários MIDIA e PODER

abuso sexual - a dificil tarefa da repotagem

O tema do abuso sexual  na infancia tem sido abordado frequentemente nas midias por sua relevância. Trata-se de uma assunto delicado com amplas investigações. As pessoas vitimadas pelo abuso sexual sofrem danos que marcam  suas vidas e a maneira como enxergam o mundo.Elas guardam em silêncio este flagelo.Sabe-se que o abuso sexual não escolhe etnia, credo, nível de instrução ou classe social mas apresenta características  comuns : nas¨ famílias incestuosas¨ocorre isolamento social e a extrema dependencia emocional da mulher diante do parceiro. A família  desenvolve padrões rígidos de comunicação e conduta. A série de reportagens Abuso Sexual da jornalista Karenine Miracelly de Araçatuba para o jornal Folha da Região em outubro de 2006 apresentou o tema com  clareza e respeito sendo premiado por diversas Organizações Não Governamentais. Segue abaixo trechos da reportagem.

¨As meninas são as vítimas mais freqüentes da violência sexual cometida contra crianças e adolescentes.  A tendência do sexo frágil ser o feminino não é apenas local. Dos casos de violência sexual notificados pelo Lacri (Laboratório de Estudos da Criança), do Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo), 75,9% foram cometidos contra meninas.

Pais, familiares e professores podem colaborar com a prevenção do abuso sexual. Confira:
Eduque a criança ou adolescente a zelar pela sua própria segurança e oriente-as a perceber más intenções mesmo em relação a pessoas conhecidas e íntimas.
Peça para a criança ou adolescente se afastar de qualquer pessoa que tente tocar seu corpo em segredo e contar para algum adulto imediatamente sobre o ocorrido.
Ensine que o respeito aos adultos não representa obediência total à sua autoridade e que as crianças e adolescentes podem rejeitar realizar aquilo que não as fazem se sentir bem. Essa situação abrange, inclusive, familiares ou adultos próximos, que cuidam das crianças e ou adolescentes¨.

leia a reportagem completa em: www.folhadaregiao.com.br/hotsites/abusosexual/index.html

criado por lucmaffra    08:34:44 — Arquivado em: ELAS TEM O QUE DIZER, comentários MIDIA e PODER
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