as muitas e as mídias

Blog da Luc Maffra. Esta blog foi iniciado na disciplina Mídia e Poder do curso de pós graduação em Comunicação Social da Faculdade Casper Líbero, sob orientação do Prof. Dr.Dimas Kunsch.

30/3/08

A BLOGUEIRA- CORRA , TECA, CORRA !!!

A BLOGUEIRA  ou   A vida não é o que pensamos       por Lucmaffra 

A L T A   V E L O C I D A D E

Tereza Cristina era  motorista . Dirigir era sua paixão , qualquer veículo era bem vindo , fosse de duas ou quatro rodas. Ela era habilidosa no volante e no trato com as pessoas. Loirinha e baixinha andava sempre maquiada e com as unhas feitas, ninguém diria que elaera mãe de duas pré adolescentes. Teca pegava no volante cedo e como muitas mulheres enfrentava  três turnos de trabalho: a casa, o serviço e a rua. Com o Nextel  ligado  ela atravessava a cidade , driblando o transito caótico. Conhecia bem as vielas e uns buracos de arrepiar.  As caronas a aproximaram de Manu, tornaram-se amigas.
Naquela noite elas seguiam pela marginal Tiete quando uma Paraty preta com uma enorme caveira no vidro começou a segui-las… ¨Minha nossa !¨Um sujeito de boné ao volante gritava  alguma coisa..Teca ficou apreensiva, pisou firme fugindo do mano mau encarado. Manu anotou o número da placa  guardando o papel no porta luvas . ¨O que era aquilo? Parecia um demônio dentro daquele carro!¨ As duas riram .Pararam no barzinho de sempre.Beberam e conversaram…Já passava das duas da manhã quando saíram.. O carro não ligava.¨ Ai  ,  a bateria já era…¨Teca girava a chave e nada. Uma mulher  aproximou-se. ¨Tudo bem aí? ¨

criado por lucmaffra    11:40:44 — Arquivado em: A BLOGUEIRA - ESTORIAS

A BLOGUEIRA-É pra todo canto!

BLOGUEIRA  ou  A vida não é o que pensamos      por Lucmaffra

CANTO  e CURA

Dolores ligou :estava com a mãe no hospital. Uma cliente chegaria em minutos. Celina enviou-lhe umas músicas . Manu ficou intrigada com a voz da mulher:nunca havia escutado algo assim.Aquele som a deixou confusa por dias.. Como uma mulher podia fazer ¨aquilo¨?De onde vinha aquele som ancestral?Celina entrou: tímida e magrinha , não parecia a dona do vozeirão… Ela iria divulgar  seu trabalho na Internet.Como muitas artistas não encontrou  espaço nas gravadoras nem nas rádios.Os donos torciam o nariz para o repertório não-convencional.Conseguir divulgação numa rádio educativa era impossível.Em  duas horas  a pagina vermelha e lilás saiu! . Manu estava satisfeita .O encontro com a bruxa cantadeira fez Manu espreguiçar se..O ruído do celular interrompeu aquele momento zen…Era Teca ligando..

criado por lucmaffra    09:53:56 — Arquivado em: A BLOGUEIRA - ESTORIAS

29/3/08

Poesia - Gerusa Medeiros

Poesia de Gerusa - DOR

¨Quando chega a hora daquele que em meu ventre, maduro se encontra, nos deparamos com inúmeros obstáculos que juntos iremos passar.
Já não basta a dor da separação, depois de nove meses junto, compartilhando o que em nós existe. Passamos por privações, farturas, alegrias e tristezas. Compartilhei o que de melhor existia em mim, para que a vida fosse reproduzida. Chego ao local que me aguarda e, assustada estou por ser um mundo fechado e inacessível.Entrego os meus pertences, me deixam nua. Visto uma "comum" e perco a identidade. Separam-me dos que me dão segurança. Sou chamada por um número de leito, um procedimento ou simplesmente "mãezinha", quando carrego no ventre alguém que não verá a luz do mundo. Entro num processo de solidão e muda, apenas me conduzem. Toquem menos onde me dói tanto. Segurem minha mão que estendida encontra o vazio de mãos que não me atendem.
Matem minha sede de água e atenção. Enxugem minhas lagrimas de dor e solidão. Falem do meu filho e de como estamos. Não me deixem só, pois estou com medo.Se é o meu primeiro, acham que sou jovem o suficiente para tê-lo. Quando mãe de muitos filhos, chamam-me de fraca e questionam "por que teve tantos?".Nunca me comporto bem. Sinto-me impotente com tantas exigências. Se meu filho custa a nascer na sala, sou a responsável por não ter mais forças. Sinto-me cansada, impotente e responsável naquilo que não der certo.Tenho os filhos que amei e desejei, como também tenho os que não planejei. Sou traída por aquele com quem divido o leito e não respeita os limites da natureza.Quero ser livre para ter meu filho, pois sei que sou capaz de tê-lo. Soltem as algemas que me prendem ao leito, para que eu possa soltar o corpo que ativamente se cobre de luz para dar a luz. Quero ser apenas amada e respeitada. Que seja tirado dos meus ombros o peso do Edem, quando, no entardecer dividi com meu companheiro o suor do rosto e a dor do parto.¨
Gerusa Amaral de Medeiros
Enfermeira formada pela UnB, com especialização em Educação Sexual. Leciona e atua como enfermeira em Brasília, DF 

criado por lucmaffra    12:01:51 — Arquivado em: ELAS TEM O QUE DIZER

Mini seminário - Fidel Castro

No miniseminário foi realizada análise de dois peródicos nacionais: Veja e Carta Capital  sobre o afastamento de Fidel Castro 

criado por lucmaffra    11:23:26 — Arquivado em: comentários MIDIA e PODER

Programa mini seminário - 04/04/08

O grupo é formado por:

Leandro Breda /  Amanda Moreira/  Iuri Barros de Freitas/ Cinara Freitas/ Luciana de Queiroz Telles Maffra /  Luana Orlani/ Marcio Harada Penna/ Thaís Santos de Jesus / Mariana Hui/ Luiz Antonio Galvão

Tema: Como duas das principais  revistas impressas informativas brasileiras (Carta Capital e Veja) apresentaram a renúncia de Fidel Castro

Pretendemos apresentar : introdução e breve histórico das revitas Carta Capital e Veja;Como as revistas Carta Capital e Veja fizeram coberturas sobre a renúncia de Fidel Castro; discussão com a  classe ; bibliografia.

 

criado por lucmaffra    10:44:21 — Arquivado em: comentários MIDIA e PODER

28/3/08

A blogueira - TERNURA

A BLOGUEIRA  ou  A vida não é o que pensamos    por     Lucmaffra

Nice sempre reservava um lanche para Jarbas o mendigo que havia fugido de uma instituição psiquiátrica .Ele dormia nos bancos ou nas ruazinhas onde conseguia cigarros e café , cantando Roberto Carlos ou conversando sozinho Parecia desvendar as pessoas com seus comentários.(imagem : Monica Vendramini) 



criado por lucmaffra    11:42:30 — Arquivado em: A BLOGUEIRA - ESTORIAS

26/3/08

A BLOGUEIRA- vivendo o REAL

A blogueira ou a vida nao é o que pensamos  por Lucmaffra

REALIDADE
Nice acordava todos os dias as cinco da manhã  e pegava dois ônibus para trabalhar. Onibus cheio, inúmeras mulheres dormiam nos bancos e  como ela haviam deixado as crianças em casa . Por que elas não poderiam ter seus filhos por perto enquanto trabalhavam?  Nice reclamava na prefeitura e todos anos : oitocentas crianças por vaga .Nos bairros ricos as mulheres   ¨esqueciam-se¨ que as babás também tinham filhos.Nice estranhava que as mulheres não lutavam juntas por um direito de todas..Ela  trabalhava como faxineira na produtora e vendia lanches. Na hora do almoço o cheiro dos salgados tomava conta das ruas. ( imagem: Maureen Bisilliat)

criado por lucmaffra    11:37:26 — Arquivado em: A BLOGUEIRA - ESTORIAS

A BLOGUEIRA- TROCA

A BLOGUEIRA  ou   A vida não é o que pensamos     por Lucmaffra

TROCA
Manuela tomava café..Estava triste e sairia mais cedo de casa. Prana olhou-a enternecida ¨ desencana, voce  vai sair bem dessa, as coisas mudam¨, Sibila concordou ¨há quanto tempo você não se diverte? ¨Você precisa sair , arrumar uns caras…¨ Vem cá que eu vou te façouma maquiagem diferente, você ta com uma cara horrível, deixa eu massagear suas costas, estão duras como tijolo ! ¨
Elas não compreendiam o envolvimento de Manu com o trabalho…
Ao chegar na produtora Manuela viu Nice.¨ Voce quer uma ajudazinha?¨ Manu titubeou , afinal Nice era faxineira…Logo notou que Nice possuía um inacreditável senso de organização e pegava as informações no ar..Manu mostrou-lhe como usar o computador o que Nice ansiava há tempos. Ela sentou-se diante do monitor e com brilho nos olhos lia cada palavra e mexia no mouse , clicando… Ficaram as duas trabalhando em silêncio.(imagem:Magy Imoberdorf) 

criado por lucmaffra    11:15:42 — Arquivado em: A BLOGUEIRA - ESTORIAS

23/3/08

Poesia - Elisa Lucinda

Elisa Lucinda          O Poema do Semelhante

¨O Deus da parecença que nos costura em igualdade
que nos papel-carboniza em sentimento
que nos pluraliza que nos banaliza
por baixo e por dentro,foi este Deus que deu
destino aos meus versos,
Foi Ele quem arrancou deles a roupa de indivíduo
e deu-lhes outra de indivíduo ainda maior, embora mais justa.
Me assusta e acalma ser portadora de várias almas
de um só som comum eco ser reverberante
espelho, semelhante ser a boca
ser a dona da palavra sem dono
de tanto dono que tem.
Esse Deus sabe que alguém é apenas
o singular da palavra multidão É mundão
todo mundo beija todo mundo almeja
todo mundo deseja todo mundo chora
alguns por dentro  alguns por fora
alguém sempre chega alguém sempre demora.
O Deus que cuida do não-desperdício dos poetas
deu-me essa festa de similitude
bateu-me no peito do meu amigo
encostou-me a ele em atitude de verso beijo e umbigos,
extirpou de mim o exclusivo: a solidão da bravura
a solidão do medo a solidão da usura
a solidão da coragem a solidão da bobagem
a solidão da virtude a solidão da viagem
a solidão do erro a solidão do sexo
a solidão do zelo a solidão do nexo.
O Deus soprador de carmas
deu de eu ser parecida Aparecida
santa puta criança deu de me fazer
diferente pra que eu provasse
da alegria de ser igual a toda gente
Esse Deus deu coletivo ao meu particular
sem eu nem reclamar Foi Ele, o Deus da par-essência
O Deus da essência par.
Não fosse a inteligência
da semelhança seria só o meu amor
seria só a minha dor bobinha e sem bonança
seria sozinha minha esperança ¨ 

criado por lucmaffra    10:21:50 — Arquivado em: ELAS TEM O QUE DIZER

Poesia - Orides Fontela

Orides Fontela      Teia 

¨A teia, não  mágica  mas arma, armadilha  A teia, não  morta   mas sensitiva, vivente  a teia, não   arte  mas trabalho, tensa  a teia, não virgem  mas intensamente  prenhe:  no centro  a aranha espera. ¨ 

criado por lucmaffra    10:11:17 — Arquivado em: ELAS TEM O QUE DIZER
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